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Faz hoje dez anos, tinha eu 17, estava pela segunda vez em Paris, cidade palco da maior aventura da minha vida!
Integrada num Intercâmbio Escolar, rumávamos à Bélgica, onde iriamos ficar em casa de alunos do Lycée-Collège Saint-Augustin de Bitche, que em Abril tinham vindo a Portugal, no mesmo programa.
O avião deixou-nos em Paris, para a visita aos pontos de maior encanto, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Sacré Coeur…
Primeira paragem: Centro Cultural Geoges Pompidou – eis que a aventura começa.
Eu e a Inês perdemo-nos do resto do grupo.
Dispistadinhas de todo, deixámos de os ver, tinhamos parado para comprar castanhas assadas e de repente, ploft, professoras e colegas nem sinal deles. Percorremos a rua duas vezes e nada.
A Inês lamentava-se que agora que estávamos perdidas, é que nunca iria ver a Torre Eiffel.
Com toda a inconsequência do mundo disse-lhe que a levava lá, além disso podia ser que o grupo estivesse na estação do Metro (neste momento creio que já estavam em pânico, à nossa procura).
Ainda parámos no Arco do Triunfo, onde na estação do metro, um grupo de portugueses que nos reconheceu do avião. Pedimos ajuda, para encontrar o hotel onde estavamos hospedadas, mas depressa se descartaram... simpáticos!
Entretanto começámos a ficar aflitas, começava a anoitecer, caimos em nós e começamos a procurar o hotel. Sabiamos que ficava perto da Gare du Nord.
Horas depois, não sei bem como, pareceu-me ver o hotel, de passo apressado e depois de quatro horas conseguimos chegar ao destino.
Olhámos pela janela e vimos toda a gente no hall da recepção, com um aspecto consternado, as professoras ao telefone… Entrámos e todos vieram em direcção a nós. Ouvimos um grande raspanete.
Tudo aconteceu na altura da pedofilia em Paris e Bruxelas, o Comissariado de Menores estava já em alerta máximo, as câmaras da rua activadas e os nossos pais em Portugal avisados pela polícia francesa!
Teria sido mais fácil se assim que nos perdemos, tivessemos entrado num táxi que nos levasse ao hotel. Porque é que não o fizemos!? Não sei…!
Valeu o susto a toda a gente.
À noite o nosso castigo foi irmos mostrar a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo aos colegas que tinham ficado parados por nossa causa.
No dia seguinte chegávamos à Bélgica!